Quando em 1996 Maria do Céu Caetano veio para a Bélgica, não sonhava que iria ter o sucesso que teve na promoção do melhor que se faz em Portugal a nível de pastelaria e produtos gourmet.
Maria do Céu e Paulo Silva chegaram em 1996 ao encontro dos pais de Maria que já viviam na Bélgica. Inicialmente começaram a trabalhar com correio expresso, mas mais tarde Paulo cria a sociedade de transportes e Maria uma loja de roupa feminina em Stockel.
Maria do Céu não se sentia realizada e o seu espírito de empreendedora dizia-lhe que não podia ficar por ali. Em 2015 decide enveredar por um negócio completamente diferente, a promoção e comercialização de produtos de excelência na área da pastelaria e produtos gourmet de Portugal. Em sociedade com outro elemento nasce o primeiro espaço da Wooly em Waterloo, mas alguns meses passados desfaz a sociedade e solicita ao seu filho Marcelo Caetano ajuda para levar a ideia para frente.
Marcelo Caetano tinha acabado os seus estudos e formação em Ciências Políticas e acabou por deixar em stand by a sua área para investir na promoção desta marca. Esta é talvez a única que se viria a destacar como a única marca com franchising de criação portuguesa na Bélgica.
Marcelo conta que foi difícil o primeiro ano, foi só perder dinheiro, só a partir do segundo ano começaram a recuperar o investimento perdido no primeiro ano. …. Talvez também pela falta de experiência, investiram muito e os lucros não apareciam, decidiram então fazer uma restruturação na empresa e a partir daí nunca mais pararam. A ideia da mãe era abrir a loja e ficar por ali, mas ele não se via a trabalhar numa loja e ficar ali parado, queria algo mais. Inicia um negócio com as food truck, começaram a instalar a mota, completamente decorada com o logo e cores da Wooly, em vários centros comerciais e todos os comércios de rua. Nessa altura já fazia 7 sobre 7 para conseguir endireitar as contas. É durante uma destas deslocações com a food truk que conhece o proprietário de um espaço em Stockel que procurava alguém para ocupar o local. Este espaço tinha sido anteriormente uma pastelaria e, assim sendo, o investimento seria menor pois o espaço já estava adaptado ao ramo. Nasce aqui a segunda pastelaria Wooly.
Seguiu-se a loja em Saint-Gilles, na rua Defacqz, que viria a encerrar após o Covid e a guerra na Ucrânia. Entretanto, já em franchising, Ernesto Graval abre para a sua esposa em Woluwe Saint Lambert, na Av. Georges Henri a terceira Wooly. Essa loja, por motivos familiares de Ernesto, vê-se na impossibilidade de continuar o projeto e a gerência da Wooly acaba por assumir a loja, investindo quase em simultâneo numa outra na Rue des Tongres em Etterbeek.
A loja de Stockel acabaria por encerrar quase no fim do contrato de aluguer, o prédio do lado tinha sido vendido para um banco e o banco só comprava se ficasse com o espaço do lado. Rapidamente encontrou um novo espaço que está em iniciação dos trabalhos, com abertura marcada até setembro deste ano.
A loja de Waterloo começa a ter custos muito elevados e insuportáveis derivado aos problemas da guerra, aumentos de luz e mais concretamente, dificuldades com o comércio da frente pois o parque de estacionamento era conjunto e punha em dificuldade o acesso a pé dos clientes à loja. Tomaram então a decisão de abandonar este espaço. Uma decisão que viria a tornar-se positiva para a empresa que abriu no passado mês de dezembro uma nova loja em Waterloo ao lado da Galerie Wellington muito bem situada, um amplo espaço o maior das 4 lojas com 215 metros quadrados 50 lugares sentados.
Na Galerie Wellington pode assistir a uma boa sessão de cinemas nas salas da galeria na companhia de um bom pastel de nata ou um pastel de Tentúgal outra das especialidades da Wooly.
Marcelo Caetano diz que se divertiu durante o período covid a inovar o tradicional pastel de nata, fazendo experiências com vários sabores tais como: Chocolate praline, Caramelo salgado, Castanha, Limão, entre outros.
Texto: Paulo Carvalho
